GAF

GAF Academy


Investimento estrangeiro e o agronegócio: o ambiente de negócios no Brasil

1. Política econômica e ambiente de negócios no Brasil Não obstante o impacto dos resultados econômicos do ano de 2013, com a divulgação do menor valor do Superavit Primário desde 2009[1], que ficou registrado em torno de R$ 77,072 bilhões, representando cerca de 1,6% do PIB, e ainda na baixa aderência quanto as promessas feitas pela Presidente Dilma Rousseff no Fórum Econômico Mundial, realizada em janeiro de 2014 na cidade de Davos (Suíça), acerca da austeridade fiscal e outras metas econômicas para o Brasil, o país continuará sendo uma importante opção para o investimento internacional. Neste sentido, o país tem se caracterizado por possuir as chamadas armadilhas retóricas (discursos políticos que influenciam a escolha dos eleitores e consumidores), e armadilhas econômicas (decorrentes das decisões de consumo da população influenciadas por questões políticas). Na última década, estas duas armadilhas foram reforçadas mutuamente, especialmente pelas fragilidades fiscais do país, pela deficiência na área de infraestrutura física, pela precariedade do sistema educacional e pela dificuldade de elevar a produtividade total e a competição internacional.[2] Atualmente passamos por um período de instabilidade e, uma vez que tornam-se insustentáveis os déficits em conta-corrente, os ciclos de financiamento dos déficits através da atração de poupança externa tendem a se fechar. Nesses ciclos, os juros altos atraem capital de curto prazo e a moeda se valoriza, o que auxilia no controle da inflação, mas partir desse ponto, passa-se, como agora, o déficit em contas públicas a ser visto como insustentável e a valorização da moeda excessiva. A confiança desaparece e o fluxo de capitais de curto prazo se inverte, de modo que a desvalorização da moeda encerra definitivamente o período de prosperidade.[3] Mais ainda, os países em desenvolvimento como o Brasil não estão tomando medidas necessárias para restaurar o equilíbrio e a confiança da economia, aumentando assim a aversão ao risco e acentuando a queda dos ingressos de capitais estrangeiros. Comparativamente, nos Estados Unidos a força da aversão ao risco continua enorme, levando as taxas de treasuries de 10 anos abaixo de 2,6%, tendo partido de níveis em torno de 3% ao ano, há pouco tempo. O início do tapering e a redução adicional das compras decididas na última reunião do Federal Reserve (Fed) deveriam ter elevado as taxas de treasuring, mas a aversão ao risco inverteu este comportamento, facilitando a vida do Fed. No caso brasileiro, o ajuste deveria se iniciar com a política fiscal. Seria necessário elevar significativamente o superávit primário, mas isso teria de se basear em medidas objetivas conduzindo ao aumento da receita e à queda dos gastos, sem os artifícios da contabilidade criativa. Mas é também necessário deixar que o real encontre um novo equilíbrio, com um déficit menor nas contas correntes, e para que isso ocorra a política monetária tem de encontrar o nível adequado da taxa básica de juros, o que levaria em conta a independência de ação ao Banco Central.[4] Nesse contexto, o grande desafio do Brasil é buscar um bom desempenho em um ambiente de crescimento moderado dos países desenvolvidos e performance heterogênea entre os emergentes. No caso brasileiro, ajustes macroeconômicos são necessários, particularmente do lado fiscal, enquanto que a dívida externa relativamente baixa e o tamanho do mercado interno são aspectos positivos do país. Acordos de livre comércio seriam bem-vindos, e a escolha e a qualidade da política econômica serão decisivas para o desempenho dos países emergentes no médio prazo. O país ainda tem em mãos instrumentos para corrigir e recalibrar a sua estratégia econômica, com custos políticas relativamente administráveis. As escolhas de política econômica a serem feias nos próximos anos provavelmente definirão o desempenho do país até pelo menos o fim da atual década.[5] Aqui discorreremos sobre o ambiente de negócios no Brasil e algumas externalidades positivas e negativas para o investimento estrangeiro para o agronegócio. Desta forma, a realização de negócios em diversos países tornou-se uma constante para muitas empresas e, mais do que isso, uma necessidade para os países que buscam aumentar seu crescimento econômico. Há necessidade de expansão do mercado consumidor de uma empresa juntamente com a capacidade de geração de renda e de investimento dos países. Seja para a fixação de uma empresa em um país, seja para a realização de outros negócios, importa cada vez mais para o sucesso de uma empresa a análise detalhada do ambiente de negócios dos locais propensos a se realizarem com eficiência as atividades propostas. Estes ambientes de negócios, atualmente mais complexos, englobam diversos fatores que influenciam o desenvolvimento de uma atividade, de modo que o comportamento e preferência de consumidores, inovações tecnológicas, novidades e adequações legislativas, tendências do mercado internacional e, inclusive,

To download the articles, fill in the fields below