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GAF: PIB do agronegócio deve crescer entre 1,5% a 2% em 2016, estima economista-chefe do Bradesco

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio deve crescer entre 1,5% a 2% neste ano, um resultado excelente diante da queda estimada de 3% para o PIB geral do País. A avaliação foi feita pelo economista-chefe do Bradesco, Octávio de Barros, em sua palestra, realizada na manhã desta terça-feira (05), durante o Global Agribusiness Forum (GAF). Organizado pela DATAGRO, o GAF, maior congresso do agronegócio mundial, se encerra nesta terça, em São Paulo (SP).

Segundo Barros, o agronegócio, que vai razoavelmente bem se comparado a outros segmentos da economia, representa um outro país dentro do Brasil. “Os negócios ligados ao campo têm um cenário alvissareiro. Temos uma visão construtiva para o setor”, disse. Todavia, o economista-chefe do Bradesco ressalvou que mais avanços, obviamente, dependem também das reformas macroeconômicas e estruturais necessárias, que possam melhorar a capacidade do País para formular políticas públicas e estratégias de negócios no médio e longo prazo. Para 2017, Barros projeta que o PIB total do País deve registrar um avanço de 1,5%.

De acordo com o executivo, o apetite reformista da nova administração federal poderá acarretar em ajustes importantes, com potencial para contribuir para melhorias na percepção do risco País. Com esta mudança de cenário, acentuou Barros, o ambiente propício ao investimento pode se fortalecer, com chances também para queda dos juros.

“O corte na taxa de juros virá quando o Brasil conseguir convergir a inflação para o centro da meta, o que também contribuirá para atenuar a apreciação cambial – real se valorizando sobre o dólar – num espiral de melhora no quadro de investimentos e oportunidades para o setor privado.” A taxa de câmbio deverá encerrar o ano na casa de R$ 3,20, estimou Barros. “Isso decorre do resgate da confiança no ambiente geral.”

Mundo
Em seu diagnóstico acerca da economia global, o economista-chefe do Bradesco tem uma visão menos otimista. Segundo Barros, o crescimento do PIB do mundo deve cair para cerca de 2,7%.

“Temos uma ociosidade mundial, sem novos 'drivers' de crescimento no momento, numa realidade deflacionária”, ressaltou, acrescentando que nem China e Estados Unidos têm calibre para mudar este cenário morno no curto e médio prazo. “Faltam locomotivas, especialmente pelo fato que o comércio internacional vem crescendo abaixo do PIB mundial nos últimos anos.”