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Cesario Ramalho da Silva assume a presidência da Aliança Internacional do Milho

Em cerimônia realizada nesta terça-feira (24), durante o Global Agribusiness Forum (GAF), em São Paulo (SP), o brasileiro Cesario Ramalho da Silva foi empossado como novo presidente da Maizall, aliança internacional que reúne as entidades representativas de importantes países produtores de milho: Brasil, Estados Unidos e Argentina. Juntos, eles representam cerca de 50% da produção global do grão e detêm aproximadamente 70% do comércio mundial do cereal.

A Maizall é formada pela Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Conselho de Grãos dos Estados Unidos (US Grains Council), Associação dos Produtores de Milho dos Estados Unidos (National Corn Growers Association) e Associação Argentina dos Produtores de Milho e Sorgo (Maizar).

Cesario, por sua vez, foi presidente da Sociedade Rural Brasileira, Agrishow, Câmara Setorial do Milho e Sorgo do Ministério da Agricultura, Federação das Associações Rurais do Mercosul (FARM), bem como diretor de diversas entidades, como, por exemplo, a própria Abramilho, ACSP, Fiesp, etc.. Atualmente, é presidente do Conselho do Global Agribusiness Forum (GAF).

Ele sucede à norte-americana Pamela Johnson, produtora do estado de Iowa, e grande defensora das questões agrícolas e de desenvolvimento econômico rural em nível internacional. Pamela foi, ainda, presidente da Associação dos Produtores de Milho dos EUA, e trabalhou em questões de política agrícola, incluindo a aprovação da lei agrícola norte-americana de 2014.

A vez do milho

Criada em 2013, a Maizall tem como objetivo estimular a produção global de milho, como política fundamental para garantir a segurança alimentar do planeta. O grão é o principal insumo utilizado na cadeia produtiva das carnes [bovina, suína e aves], sendo, portanto, fundamental para assegurar a oferta mundial de proteína animal, que cresce de maneira exponencial, especialmente na Ásia.

Entre as principais bandeiras da Maizall destacam-se, ainda, trabalhar pela expansão da biotecnologia no campo como tecnologia indispensável para obtenção de ganhos de produtividade, bem como pelo melhor entendimento do consumidor acerca dos benefícios dos Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) para produção sustentável de alimentos.

Ademais, a Maizall defende, ainda, o estímulo à pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, bem como à adoção de políticas governamentais de equivalência regulatória de OGMs entre os países produtores e consumidores, que facilitem o comércio internacional de alimentos e produtos agrícolas.

“A produção de milho assumiu outro patamar no Brasil nos últimos anos, a partir da introdução de novas tecnologias, que fizeram, por exemplo, com que a segunda safra do grão ultrapassasse a de primeiro ciclo. Com este avanço, o País também abriu uma nova janela de oportunidades, com as exportações ganhando destaque. Ademais, o advento do etanol de milho no Brasil é outro fator crucial para o desenvolvimento desta cadeia produtiva”, afirma Cesario Ramalho.