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USDA reduz perspectivas de plantio de soja e milho nos Estados Unidos

As barreiras tarifárias e sanitárias, assim como a guerra comercial no mercado mundial, foram os destaques do painel sobre perspectivas para o agronegócio até 2050 durante o Global Agribussiess Forum (GAF18), que acontece no Sheraton WTC hotel, em São Paulo-SP.

O cenário vem gerando incertezas no comércio mundial de grãos e já fez os Estados Unidos reduzirem as perspectivas de preços e plantio de soja e milho. Segundo o economista chefe do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Warren Preston, diante deste cenário, alguns hectares das duas culturas vão ser substituídas pelo trigo na próxima safra.

O diretor executivo da Embrapa, Cleber Oliveira Soares, também destacou o nível de exigência do mercado europeu que deve elevar os preços dos alimentos no bloco econômico. Já a Ásia vai continuar sendo a protagonista na importação de grãos. Só a China vai ser responsável por 70% das compras mundiais de grão de soja.

Outra tendência destacada pelo executivo da Embrapa, é o crescimento do consumo de proteína vegetal no mundo. Estima-se que até 2050, a demanda por oleaginosas, como o grão de bico, passe de 30 milhões de toneladas. Um mercado, segundo ele, que está em aberto sem um grande fornecedor.